Caminhoneiros descobrem maneira de burlar radares de velocidade

Caminhoneiros descobrem maneira de burlar radares de velocidade

O excesso de radares de velocidade são uma discussão antiga entre especialistas de trânsito e um problema para motoristas profissionais.

Basta um descuido e a multa chega alguns meses depois na residência do motorista.

Ao longo do tempo, diversos métodos, desde os mais simples aos mais complexos, foram desenvolvidos para burlar os radares de velocidade.

Para entender como os caminhoneiros burlam os radares, primeiro precisamos entender como eles funcionam:

Ao contrário do que muitos pensam, a medição da velocidade não é feita pelas câmeras instaladas às margens da rodovia. A única função desses equipamentos, é registrar em foto a infração e colher as informações necessárias para a identificação do veículo.

A medição de velocidade, é feita por sensores presentes no asfalto e que repassam as informações à central do radar.

Esses sensores, chamados de “laços indutivos”, são instalados em linha na pista. Geralmente, são três desses sensores que detectam quando o veículo passa sobre eles.

Com isso, o sistema calcula a velocidade do veículo com base no tempo que o veículo levou para transpor esses detectores.

Caso o sistema detecte que o veículo excedeu o limite de velocidade para a via, um sinal é enviado e a câmera é acionada.

Caminhoneiros e motoboys:

Você certamente já deve ter visto algum motoboy trafegando pelo acostamento onde há radares. Como no acostamento, geralmente, não há sensores, o sistema não consegue detectar a passagem da motocicleta.

Já os caminhoneiros, não conseguem realizar esse tipo de manobra por conta do risco de tombamento e pelo tamanho do veículo.

Mesmo que a carreta esteja no acostamento, há a chance dos pneus passarem em cima dos laços indutivos e a câmera do radar registrar.

Por isso, muitos caminhoneiros, em locais onde há radares, desviam para a contramão.

Desse modo, a carreta passa na pista contrária, onde os sensores não são capazes de detectar a velocidade do veículo.

Mesmo se o sensores funcionarem, é como se a velocidade do veículo, fosse negativa.

Vale ressaltar, que trafegar na contramão em local proibido ou sem a necessidade de ultrapassagem, é considerado infração gravíssima com fator multiplicador de 5 vezes.