Caminhoneiros do mundo precisam entender: o diesel não vai abaixar tão cedo

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O preço do diesel está puxando inflações recordes em diversos países pelo mundo e os governos, buscam alternativas para contornar esse problema.

Essa alta no preço dos combustível é explicada por um único fator: está faltando combustível no mundo.

A pandemia do covid-19 causou um corte gigantesco de investimentos no setor de Petrolífero.

Em 2020, com a queda na demanda por conta dos lockdown, o barril de petróleo chegou a atingir a marca dos 20 mil dólares, causando um grande prejuízo às empresas. Na prática, não valia mais apena extrair petróleo dos poços.

Com medo que essa situação se agravasse, investidores deixaram de aportar dinheiro nesse segmento e buscaram alternativas.

No entanto, a extração, refino e comercialização desse produto, exige investimento e aprimoramento constante.

Em 2022, quando a economia mundial foi retomada, a capacidade de produção de diesel e gasolina estavam menores que os patamares anteriores à pandemia.

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A conta é simples, menos produto e mais demanda, os preços são inflacionados para não causar um desabastecimento.

Aos poucos, o segmento está voltando a captar investimento externo. Mesmo assim, o processo de captação de recursos e de investimento na prática, é demorado, tanto por questões logísticas quanto ecológicos.

Por exemplo, a construção de uma refinaria pode levar até 10 anos.

Como se não bastasse isso, a Guerra na Ucrânia e a sansões econômicas impostas contra a Rússia, diminuíram ainda mais a oferta de combustível no mundo, principalmente de diesel.

No momento, a única solução para quem depende do diesel para trabalhar, como por exemplo os caminhoneiros, é tentar repassar o aumento para os clientes.

Se o governo tentar interferir, como foi feito em 2014, a própria população acaba pagando o preço posteriormente. A Petrobras por exemplo, acumulou em prejuízo de US$ 132 bilhões de dólares nesse ano e só não decretou falência, porque o governo federal repassou recursos próprios para a estatal.

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Ou seja, o brasileiro deixou de pagar a conta na hora de abastecer e pagou em impostos.

O fato é que enquanto a Guerra da Ucrânia não acabar e a cadeia petrolífera não se estabilizar, o preço do combustível continuará nas alturas.