Conab projeta em 8% o crescimento da safra de grãos no Brasil

Conab projeta em 8% o crescimento da safra de grãos no Brasil

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), projetou um crescimento em 8% da safra de grãos 2020/2021, estimando que o Brasil pode colher até 278,7 milhões de toneladas de grãos no período.

A estimativa foi divulgada nesta terça-feira(25), na publicação Perspectivas para a Agropecuária – Edição Grãos (Volume 8).

De acordo com a relatório, as colheitas de soja devem render 133,5 milhões de tonelada.

Já o milho deve atingir 112,9 milhões de toneladas. O arroz deverá ter uma colheita de 11,98 milhões; e o feijão, mais de 3,04 milhões. A safra de algodão deverá ser de 2,55 milhões de toneladas de pluma.

“Os preços do grão devem se manter elevados, alavancados pela valorização do dólar e pela boa demanda internacional”, diz nota da Conab que repara na queda de produção da Argentina, concorrente do Brasil nas exportações de soja.

Conab projeta em 8% o crescimento da safra de grãos no Brasil

Soja:

O aumento da proporção de biodiesel misturado no diesel comercializado no Brasil – de 12% para 13% – deve estimular a produção de soja no período e nas próximas safras.

A demanda mundial se mantém aquecida e favorece a alta nos preços do grão.

Milho:

O aumento na demanda por rações bovinas e o dólar sobrevalorizado, devem manter a valorização do milho, garantindo uma boa rentabilidade aos produtores e resultando em um crescimento de 7% nas três safras que ocorrem em 2020 e 2021.

Feijão e Arroz:

Apesar do bom desempenho da soja e do milho, o relatório aponta que deverá haver uma queda de 4% na produtividade tanto de arroz quanto de feijão. O percentual comum é a razão entre a extensão da área plantada e o volume de grãos produzidos.

Algodão:

Outro produto que não deve ter bons resultados é o algodão, que por conta da queda na demanda causada pelo covid-19, terá colheita 12% menor na safra 2020/2021 do que da safra 2019/2020.

Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário

O relatório também estima que o PIB agropecuário deverá ter um crescimento de 1,5% em 2020.

Isso porque “os segmentos da lavoura com maior peso no cálculo do PIB já tinham finalizado o plantio no período da pandemia, o que contribuiu para a manutenção da estimativa do valor agregado do componente para o ano”, assinala a publicação.

Fonte: Agência Brasil