Conheça a incrível história da onça de Itinga

Conheça a incrível história da onça de Itinga

A onça-pintada é o maior felino do continente americano, podendo chegar a 135 kg. É um animal robusto, com grande força muscular, sendo a potência de sua mordida considerada a maior dentre os felinos de todo o mundo.

Porém, essas não eram as características da onça de Itinga, que apesar de ter porte de predador, era dócil como um gato.

Você certamente já deve ter visto fotografias antigas de caminhoneiros ao lado dessa onça. Na maioria desses registros, os motoristas aparecerem alimentando o animal com uma mamadeira de leite.

Em outras fotos, ainda mais surpreendentes, crianças aparecem montadas no felino.

Todas essas fotografias são da década de 70, no Posto Fiscal de Itinga, Maranhão, onde morava o senhor Zé, proprietário do animal.

Para poder tirar uma foto com a onça, os caminhoneiros pagavam cerca de 50 mil cruzeiros, equivalente a R$ 18 reais atuais.

Origem do animal:

No início de 1970, a onça foi vendida ao senhor Zé por um indígena da região, mas apesar de ser um animal extremamente selvagem e até mesmo perigoso, essa onça era dócil, adorava receber carinho e tomar leite na mamadeira.

Possivelmente, o animal havia sido capturado pelos indígenas ainda quando filhote, sendo criada convivendo com os seres humanos, até ser vendida.

Apesar de algumas fotos mostrarem o animal com uma coleira, na maioria das vezes a onça permanecia solta.

Sua morte:

Em estado selvagem, a onça-pintada vive entre 12 e 15 anos de idade, mas em cativeiro, pode viver até mais de 23 anos, sendo um dos felinos com maior longevidade.

Na época as câmeras fotográficas possuíam flash muito fortes e com o passar do tempo, as luzes prejudicaram a visão do animal, que acabou ficando cego.

Ainda de acordo com relatos, próximo ao ano de 1980, o animal morreu.

Durante todos os 10 anos que a onça viveu com seu Zé, o animal recebeu muito carinho e cuidados das pessoas. Além disso, ela marcou para sempre a memória de quem teve a oportunidade de ver um animal selvagem se comportar como um felino de estimação e que gostava de receber carinho.