Entenda porquê a GMC não deu certo no Brasil

Entenda porquê a GMC não deu certo no Brasil

Em meados de 1995, os caminhões Chevrolet já eram considerados ultrapassados e estavam perdendo cada vez mais espaço para os concorrentes Volkswagen, Mercedes-Benz e Ford.

Com isso, a General Motors, proprietária da Chevrolet, decidiu encerrar a produção desses modelos no Brasil e iniciou a importação de caminhões da Argentina, Estados Unidos e Japão.

Chamados de GMC, os seis primeiros modelos foram lançados oficialmente no mercado nacional em julho de 1996:

  • Os caminhões leves argentinos GMC 6-100, com motor quatro cilindros Maxion S4 4 litros (o mesmo utilizado no Silverado) e o GMC 6-150 com motor MWM Sprint 4.2 litros, seis cilindros.
  • O leve japonês 7-110 (4,2 t de capacidade e 106 cv), com motor Isuzu o 4HF1 de 4.3 litros.
  • Os médios norte-americanos Kodiak 12-170, 14-190 e 16-220 (de 8 a 11 t de capacidade de carga e motor Caterpillar de 172, 187 e 218 cv).

Em maio de 1997, a GMC já havia vendido 2.200 unidades importadas quando inaugurou a fábrica em São José dos Campos (SP), com objetivo de nacionalizar parte da proteção de seus caminhões.

No mesmo ano, foi lançado o 15-190, médio de origem Isuzu com cabine-leito avançada e motor Caterpillar de gerenciamento eletrônico e 188 cv, importado dos EUA.

Em 1998, outro importado japonês começou a ser comercializado no Brasil o 5-90, para 3,1 ton, da Isuzu.

Em 1999, a GMC chegou a apresentar na Fenatran o Isuzu 3-90 (versão mais leve do 5-90, com rodado traseiro simples) e o pesado EXR, com 360 cv e 45 t de PBT.

Mesmo com a fábrica em São Paulo, boa parte das peças e componentes de seus modelos ainda eram importados. Com isso, a empresa ficou exposta as variações cambiais (Dólar) e viu suas margens de lucro desaparecerem.

Além disso, muitas oficinas não possuíam experiência com os motores Caterpillar e Isuzu, fazendo com que o preço de manutenção se elevasse.

Mesmo com a garantia oferecida (2 anos ou 150.000 km), da assistência técnica 24 horas e de seu marketing, a GM continuou perdendo mercado para suas concorrentes.

Em teoria, a solução seria aumentar a produção nacional e expandir as redes de concessionárias, barateando os veículos e garantindo mais segurança aos clientes.

Mas sem dar lucros e com a concorrência acirrada do mercado de caminhões nacional, em janeiro de 2001, a General Motors comunicou oficialmente o encerramento definitivo da produção de caminhões no Brasil.

Fonte: Lexi Car