Pesadelo dos caminhoneiros: a história do Trevo de Ibó

Pesadelo dos caminhoneiros: a história do Trevo de Ibó

Se você é caminhoneiro, certamente já deve ter ouvido histórias ou até mesmo passado pelo Trevo de Ibó. Localizado no Sertão de Itaparica, na divisa entre os estados de Pernambuco e Bahia, ele faz o entroncamento entre as BR-116, BR-426 e BR-316.

Há alguns anos, o local servia como base da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Posto Fiscal da Receita Federal.

Pesadelo dos caminhoneiros: a história do Trevo de Ibó

No entanto, as longas filas que se formavam sobre a rodovia para que os caminhões fossem fiscalizados, era um prato cheio aos criminosos da região, que realizavam arrastões nos veículos parados.

Por conta disso, o Posto Fiscal saiu do Trevo e foi transferido para a BR 116, no próprio distrito de Ibó e mais próximo da divisa entre os estados.

Com pouco efetivo policial, o Posto da PRF também permaneceu sem agentes por longos períodos, fazendo com que o local ficasse praticamente deserto.

Sem policiamento, o trevo se tornou palco de milhares de assaltos, arrastões e até mesmo latrocínios.

O principal alvo dos criminosos eram caminhões e carretas, buscando subtrair a carga desses veículos.

Em Julho de 2018, mais de 30 veículos, entre caminhões, carretas e automóveis, foram assaltados de uma só vez em um arrastão próximo ao trevo de Ibó.

Em 2019, o DNIT precisou destruir as lombadas próximas ao local, já que os criminosos aproveitavam que os veículos reduziam a velocidade, para realizar o assalto.

Pesadelo dos caminhoneiros: a história do Trevo de Ibó

Mas a ação dos criminosos não se restringia a penas ao trevo, ao longo de toda a BR-116 os assaltos eram constantes.

Apesar da região continuar sendo considerada perigosa, os assaltos diminuíram no ano de 2020 comparando aos demais anos.