Protesto de caminhoneiros é apontado como causa da queda de ponte na BR-319

Ponte desaba na BR-319: 3 pessoas morrem e 8 desaparecem

Subiu para quatro o número de mortos no desabamento da Ponte Curuçá, ocorrido na manhã de quarta-feira (28), em um trecho da BR-319, no município de Careiro da Várzea, no Amazonas.

O Corpo de Bombeiros segue com as buscas, tentando encontrar pelo menos outras 15 pessoas que estão desaparecidas.

A ponte havia sido interditada na Segunda-feira (26), por risco de desabamento. Desde então, a passagem era permitida apenas para motocicletas e automóveis.

No entanto, uma testemunha que presenciou o acidente afirmou que caminhões estavam parados na ponte, realizando um protesto, no momento do desabamento:

“Estávamos aguardando a estrada ser liberada, pois tinha um grupo de caminhoneiros bloqueando. Saí do veículo e fui verificar se tinha espaço para a gente passar, e não tinha. E eles falaram que não iam deixar ninguém passar. Aí, quando vimos, a ponte foi se quebrando. Foi rápido”, disse o motorista Ricardo Sobreiro.

José Cláudio Pereira Yuaka, presidente do Conselho Indígena Mura, confirmou a versão sobre a manifestação sobre a ponte:

“Tinha um caminhão vindo daqui e outro de lá e eles falaram: ‘agora a gente vai fazer protesto’. A gente saiu do carro para conversar com eles só para gente passar. Na hora que a gente ia voltando para dar ré na pista, a ponte começou a desabar e arriou”, explicou.

Provavelmente, o protesto estava sendo realizado contra a proibição da passagem de veículos pesados sobre a ponte.

Com o bloqueio, os veículos precisariam retornar cerca de 86 km até Manaquiri, onde há balsas até Manaus. No entanto, nossa equipe não conseguiu confirmar se essas balsas realizam o transporte de caminhões e carretas.

Não há outra rota alternativa próxima.